Senado autoriza pasta de Segurança Pública e Lula articula gabinete de cerca de 40 ministérios
Ampliação busca acomodar alianças políticas com novos cargos em troca de apoio no Congresso
O Senado aprovou uma mudança constitucional que permite ao governo desmembrar a Justiça e criar um Ministério da Segurança Pública, um passo institucional chave para a ampliação da Esplanada.
A Presidência planeja publicamente cerca de 40 ministérios, número que iguala ou supera patamares recentes e exige reorganização de agências, orçamentos e equipes para formar as novas pastas.
Partidos centristas e aliados já reivindicam cargos: o PSD busca pelo menos três ministérios; União Brasil e PL querem uma fatia conjunta, com o PP mirando a Saúde; o PSB pressiona por Cidades com João Campos; o PCdoB espera manter uma pasta; e o PSol discutiu internamente a pré‑candidatura de Talíria Petrone.
Circula uma lista de nomes do meio político e do setor privado para postos de topo — incluindo Rafael Fonteles, Camilo Santana, Bruno Moretti, Eduardo Paes e Luiz Carlos Trabuco Cappi — mas não há relato de ofertas formais ou nomeações.
A expansão deve influenciar o debate orçamentário de 2027 e os alinhamentos legislativos, porque o Planalto espera a entrega de votos no Congresso em troca de vagas no gabinete, e críticos alertam para maior custo administrativo e riscos de apadrinhamento.