Lula adia decisões fiscais após Copom suspender cortes da Selic
Pausa nos cortes de juros pelo Banco Central aumentou pressão de mercado; governo deixou escolhas concretas para depois do retorno de Lula da COP31
O Copom do Banco Central manteve a Selic em 13,75% após encerrar um ciclo de cortes, decisão que aumentou a volatilidade no mercado e elevou a demanda por um plano fiscal claro.
Na quinta-feira, 5 de novembro, o presidente Lula reuniu-se por quatro horas com ministros, ex‑autoridades e economistas aliados para revisar cenários fiscais, mas não anunciou medidas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as opções só serão selecionadas após a viagem de Lula à COP31, na Turquia, e que a reforma do imposto sobre consumo continua prevista para começar em janeiro de 2027.
O senador Alessandro Vieira apresentou na quinta-feira a "Lei de Credibilidade Fiscal", que propõe uma trajetória primária de quatro anos, dá à Instituição Fiscal Independente poder para certificar o cumprimento e aciona travas automáticas de gastos se as metas não forem cumpridas.
Com a dívida pública bruta perto de 82,9% do PIB e ações de curto prazo limitadas, os mercados seguem sensíveis a sinais do Executivo e do Congresso; qualquer plano crível é visto como necessário para reduzir o custo real da dívida e proteger programas sociais.