Lula vai à COP31 cobrar financiamento climático maior de países ricos
Visita tenta transformar redução de emissões e baixo desmatamento em alavanca para obter mais recursos públicos e privados para proteger florestas tropicais e financiar transição energética
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da COP31 em Antalya e falará na Cúpula de Líderes nos dias 11 e 12 de novembro, como parte da transmissão formal da presidência da conferência do Brasil para a Turquia.
O governo destacará resultados relatados para sustentar seu argumento, citando uma redução de 560 milhões de toneladas de CO₂ entre 2022 e 2024, uma queda líquida de 9% nas emissões de CO₂, um desmatamento historicamente baixo e uma participação de 49,5% de renováveis na matriz energética nacional.
O Brasil pressiona países ricos para ampliar o financiamento climático muito além do marco de cerca de US$300 bilhões por ano acordado na COP29, propondo até US$1,3 trilhão por ano até 2035 para apoiar mitigação e transições energéticas em economias em desenvolvimento.
O Tropical Forests Forever Fund (TFFF) é central na proposta brasileira: o fundo registra cerca de US$7,8 bilhões em compromissos, tem como meta US$10 bilhões até o fim do ano e espera que um pacote de US$500 milhões da Noruega, do Reino Unido e dos Países Baixos seja formalizado na COP31.
O Brasil apresentará um 'mapa' nacional de transição para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que o governo planeja ampliar a produção de petróleo, inclusive na Margem Equatorial, o que pode criar um ponto de negociação e tensão de credibilidade com alguns parceiros.