Meta faturou cerca de R$519,5 milhões com campanhas de 2026, diz empresa ao TSE
Em resposta técnica, plataforma nega favorecimento e afirma que diferenças de alcance se devem a táticas de campanha e regras do TSE
A Meta apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma resposta técnica em que nega qualquer viés político e afirma que as contas de Luiz Inácio Lula da Silva no Instagram alcançaram cerca de 1,5 vez mais pessoas que as de Flávio Bolsonaro durante o período de campanha.
Protocolos parciais de prestação de contas ao TSE mostram que candidatos gastaram aproximadamente R$519,5 milhões em anúncios no Facebook e no Instagram entre 16 de agosto e 25 de outubro, cerca de quatro vezes o faturamento da plataforma registrado em 2022; esses totais podem mudar à medida que as contas finais forem reconciliadas.
As prestações atribuem cerca de R$18,4–18,45 milhões em gastos de publicidade a Flávio Bolsonaro e aproximadamente R$13,5–13,52 milhões a Lula, e indicam que a Meta captou cerca de 8% do total gasto pelos candidatos na eleição.
Na resposta ao TSE, a Meta afirmou que as diferenças de alcance derivam de fatores como frequência de publicações, tempo de visualização de vídeos, curtidas e compartilhamentos, além de regras do TSE que limitaram recomendações algorítmicas a não seguidores, de modo que a maior parte do alcance veio dos próprios seguidores de cada conta.
O aumento de receita da Meta ocorreu após proibições ou limitações a anúncios políticos pagos em outras plataformas, e provocou protestos no escritório da Meta em São Paulo e uma revisão do TSE que pode ajustar os totais reportados e avaliar se as práticas de distribuição cumpriram as regras eleitorais.