Pesquisas se aproximam entre Lula e Flávio com escalada de conflito entre STF e Polícia Federal
A disputa nacional se afina e ordens judiciais contraditórias sobre a direção da PF elevam a incerteza sobre adesões e a votação no mês final antes do pleito.
Pesquisas nacionais se estreitaram fortemente: levantamento Meio/Ideia publicado em 9 de setembro mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 46% no segundo turno e praticamente nivelados nos cenários de primeiro turno.
Permanece uma divisão regional de semanas: Lula mantém vantagens folgadas em grande parte do Nordeste, enquanto Flávio lidera ou aparece competitivo em partes do Sul, Centro‑Oeste e no Rio de Janeiro, segundo pesquisas estaduais recentes.
As tensões institucionais se intensificaram depois que o ministro André Mendonça determinou a exoneração do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o ministro Flávio Dino reverteu essa ordem; e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, suspendeu as medidas conflitantes e convocou um plenário extraordinário para resolver a controvérsia.
O presidente Lula viajou a Teresina para inspeções e um grande ato de campanha na quarta‑feira, 9 de setembro, onde destacou políticas sociais e de educação, criticou a oposição, pediu não intervenção de atores estrangeiros e evitou em grande parte referências diretas ao conflito entre STF e PF.
As eleições estaduais e acordos pouco claros com figuras do Centrão estão moldando a estratégia de campanha: relatos contestados sobre um entendimento de não agressão com o senador Ciro Nogueira seguem em disputa, e apoios locais no Piauí e em outros estados podem influenciar a participação e a distribuição de votos no decisivo Nordeste.