Pentágono investiga possível ataque cibernético que estragou alimentos em freezers de comissarias militares
Falha elevou temperatura em freezers de ao menos seis comissarias em agosto; investigação liga casos a uma onda similar que atingiu supermercados na Europa.
Em agosto, freezers de ao menos seis comissarias militares dos Estados Unidos entraram inesperadamente em modo de degelo ou tiveram suas temperaturas elevadas, estragando grande quantidade de alimentos.
Em 29 de outubro, investigadores do Pentágono que tratam essas ocorrências como um possível ataque cibernético disseram que a Cyber Field Office do Army CID, o Defense Criminal Investigative Service e uma unidade do U.S. Cyber Command estão apurando os incidentes.
As autoridades dos EUA estão coordenando a investigação com a França, após um ataque no início de outubro que assumiu o controle de sistemas de temperatura em mais de 350 supermercados, causando incêndios e grandes prejuízos.
Declarações da indústria e análises de especialistas apontam para controladores industriais conectados à internet — incluindo unidades Danfoss mais antigas com firmware desatualizado — como um ponto frágil explorável, embora nenhuma ligação técnica concreta entre esses dispositivos e os casos nos EUA tenha sido confirmada.
As falhas têm efeito imediato sobre a disponibilidade de alimentos para os militares e podem levar a regras mais rígidas e investimentos para tornar controles de refrigeração mais seguros. Até o momento, os investigadores não identificaram publicamente a causa nem possíveis responsáveis.