Receita da Google Cloud mais que dobra e impulsiona Alphabet; fluxo de caixa fica no vermelho
Demanda por Gemini e TPUs puxa receita da nuvem para US$30,7 bi no 3º trimestre, mas gastos recordes com data centers e chips geram fluxo de caixa livre negativo de US$9,1 bi.
Alphabet divulgou resultados do terceiro trimestre mostrando que a receita do Google Cloud mais que dobrou, chegando a cerca de US$30,7 bilhões, e que o backlog comercial da nuvem está perto de US$560 bilhões, impulsionado pela adoção corporativa do modelo Gemini e da infraestrutura de IA.
A empresa reconheceu que o formato de busca com IA chamado 'AI Mode' atualmente gera menos receita de anúncios por consulta do que a busca tradicional; as vendas de anúncios em Search e YouTube ficaram abaixo das estimativas dos analistas.
Os gastos de capital totalizaram aproximadamente US$51,4 bilhões no 3º trimestre, e o fluxo de caixa livre foi negativo em cerca de US$9,1 bilhões. A companhia reafirmou a faixa de capex para 2026 de US$195–US$205 bilhões e alertou que os investimentos em 2027 devem aumentar ainda mais.
A Alphabet começou a vender suas unidades de processamento tensorial (TPUs) para clientes externos e disse que as vendas de TPU contribuíram de forma material para o crescimento da Cloud, com relatos de compromissos de grandes clientes de IA como OpenAI e Anthropic.
Os investidores reagiram acompanhando queda de dois dígitos nas ações após o fechamento do pregão. Os pontos a observar no curto prazo são o tamanho do capex de 2027, a velocidade da implementação do AI Mode para melhorar a monetização e se a receita de busca se estabiliza à medida que mais recursos de IA são adicionados.