Operação 'Ghostbusters' do DOJ mira esquema com 830 mil contas suspeitas de auxílio estudantil

Promotores dizem que fraudadores usaram identidades roubadas, IA para manter matrículas, 'mulas' de dinheiro e contas no exterior; prisão adicionais e investigações internacionais estão previstas.

Hoje, 19:15

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) anunciou nesta quinta-feira a Operação Ghostbusters e apresentou cinco denúncias relacionadas a um esquema multianual que gerou 830.000 contas de auxílio estudantil potencialmente fraudulentas, segundo investigadores.

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Autoridades afirmam que conseguiram ligar pelo menos US$ 32 milhões em perdas a suspeitos identificados, mas alertam que o total desviado pode ser bem maior, com padrões de fraude que remontam a 2021.

Forças de segurança apreenderam mais de US$ 750.000 em criptomoedas associadas a redes de lavagem no Quênia, e equipes foram enviadas ao exterior para acompanhar pistas transnacionais.

Segundo os promotores, o esquema usava dados pessoais de americanos para criar 'ghost students' (alunos-fantasma), mantinha matrículas ativas com ajuda de inteligência artificial e pagava atores para aparecer em aulas virtuais, de modo que as instituições continuassem liberando verbas de auxílio.

A investigação envolve mais de 40 inquéritos abertos em 26 escritórios do FBI e em mais de 20 procuradorias locais dos EUA. Funcionários do Departamento de Educação dos EUA citam novas checagens de identidade e ferramentas automatizadas de detecção como defesas essenciais contra fraudes futuras.

Os procuradores dizem que mais prisões são planejadas e que o trabalho com autoridades estrangeiras continuará para desmantelar redes que operavam entre os EUA e o exterior.

Resumo produzido a partir de 9 fontes · Powered by Anchooor
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