EUA dizem que chinesa ligada à indústria teve contato próximo com CEO da Nvidia
Inteligência americana afirma que Alice Huang atuou como ativo da China; investigação do Departamento de Justiça apura se chips restritos foram desviados.
Agências de inteligência dos Estados Unidos concluíram que Alice Huang, ex-executiva da Megaspeed, atuava como ativo de inteligência para a China e que vigilância mostrou que ela manteve contato próximo com o CEO da Nvidia, Jensen Huang.
Há cerca de um ano, o então presidente Donald Trump foi informado das conclusões de inteligência, mas a administração decidiu não tornar o caso público.
Uma visita do Departamento de Comércio a um data center da Megaspeed no final de 2024 desencadeou uma investigação sobre controles de exportação que, em 2026, foi transferida para o Departamento de Justiça. Registros comerciais citados nas reportagens mostram cerca de US$ 4,8 bilhões em compras relacionadas.
Nvidia, Megaspeed e autoridades chinesas negaram qualquer atividade ilícita. A Nvidia afirma que os encontros foram interações rotineiras com clientes e que não encontrou evidências de transferência de segredos comerciais nem de contrabando.
Investigadores mantêm vigilância e revisão jurídica para determinar se informações sensíveis ou hardware chegaram a Pequim — um desdobramento que poderia alterar regras de exportação dos EUA e a supervisão do acesso da indústria a formuladores de política.