Ibovespa fecha no maior patamar desde abril com alta de 1,42%
Investidores antecipam reprecificação ligada à eleição e esperam volatilidade de curto prazo em ativos locais
Na quinta-feira o Ibovespa subiu 1,42%, para 188.269 pontos, seu maior fechamento nominal desde abril, com R$22,9 bilhões negociados no índice e R$30,7 bilhões na B3.
Participantes do mercado disseram que pesquisas recentes mostrando melhora nas perspectivas de Flávio Bolsonaro e desdobramentos jurídicos envolvendo o STF elevaram a demanda por ativos de risco brasileiros.
Investidores internacionais aceleraram compras de opções sobre o EWZ, deslocando vencimentos de novembro/dezembro para outubro para capturar movimentos durante a votação; o EWZ é o principal ETF negociado nos EUA para ações brasileiras.
O rali local foi contra o movimento global: o Brent saltou mais de 6% e os índices dos EUA caíram, enquanto Petrobras e a maioria dos bancos blue‑chips lideraram as altas e as mineradoras ficaram para trás.
Traders apontam para maior volatilidade de curto prazo e reprecificação rápida em torno de marcos eleitorais, dinâmica que pode alterar alocações de carteira, fluxos cambiais e custos de endividamento para famílias e empresas brasileiras.