TSE barra canal pró‑Lula no WhatsApp e impõe regras rígidas após decisões conflitantes
Presidente do tribunal convocou as duas campanhas e determinou registro, intervalo e monitoramento para frear mensagens de alto alcance antes do segundo turno de 25 de outubro.
Uma sequência de decisões começou quando o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal no WhatsApp “Exército do Lula”. O corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva restabeleceu brevemente o canal, e Nunes Marques, em 13 de outubro, suspendeu esse restabelecimento, mantendo o canal offline até o cumprimento de novas regras.
Nunes Marques exigiu que o canal fosse registrado na Justiça Eleitoral, respeitasse um intervalo de 48 horas antes de retomar as atividades, evitasse republicar conteúdo já vedado pelo tribunal e submetesse suas publicações e captação de seguidores ao monitoramento da plataforma e à supervisão técnica do TSE antes de voltar a operar.
A unidade técnica do TSE informou ao tribunal que não identificou, nas postagens amostradas do canal, os itens falsos específicos apontados pela equipe de Flávio Bolsonaro, embora tenha relatado que algumas mensagens haviam sido deletadas, o que limitou o escopo da verificação.
Separadamente, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e influenciadores aliados retirassem, em 24 horas, um vídeo que utilizava imagens gravadas no exterior e era apresentado como se mostrasse o ato na Avenida Paulista.
O confronto expôs tensão institucional no interior do TSE, suscitou críticas de outros ministros por movimentos procedimentais, evidenciou que ambas as campanhas têm divulgado material enganoso e pode levar a decisões em plenário, multas ou regras mais rígidas para mensagens em massa antes do segundo turno.