TSE ordena remoções e condiciona canal no WhatsApp em disputa interna sobre conteúdo online
Decisões contraditórias de ministros aprofundam tensão no tribunal e amarram funcionamento do canal a registro, monitoramento da AEED e supervisão da Meta a duas semanas do segundo turno em 25 de outubro.
As ações do tribunal se intensificaram após o grande ato pró‑Lula na Avenida Paulista no domingo, quando o presidente Kássio Nunes Marques primeiro suspendeu o canal no WhatsApp “Exército do Lula” e depois condicionou seu retorno ao registro e ao monitoramento técnico do TSE e da Meta.
O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Pablo Marçal e Rony Gabriel removam publicações que usavam um vídeo filmado no Chile como se mostrasse o protesto na Paulista, classificando o uso como uma “grave manipulação por descontextualização”.
Analistas técnicos da AEED do TSE relataram que não identificaram nas amostras do Exército as alegações falsas específicas citadas pela campanha de Flávio, mas registraram que algumas mensagens haviam sido apagadas e apontaram que o canal representa riscos eleitorais.
O tribunal também ordenou que a campanha de Lula retirasse um anúncio pago que vinculava Flávio a crime organizado, com a ministra Estela Aranha determinando que impulsionamento pago não pode ser usado para atacar um adversário.
As decisões rápidas e conflitantes entre Nunes Marques e o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva ampliaram a “guerra de decisões” dentro do TSE e devem ser resolvidas em plenário, o que vai definir como grandes grupos em aplicativos de mensagens e plataformas serão policiados nas últimas duas semanas antes do segundo turno.