Racha no PT sobre visibilidade de Janja aumenta apelos para valorizar Alckmin
Conflito público pode forçar mudanças rápidas na campanha e na mensagem, testando a unidade do partido antes do segundo turno.
Tensões na campanha vieram a público após uma reunião fechada da direção do PT em que Kátia Abreu defendeu “menos Janja, mais Alckmin”, frase que ela repetiu em entrevista.
Abreu apresentou a sugestão como estratégia eleitoral e afirmou que Alckmin deveria aparecer mais na campanha, podendo até ser considerado para um papel ligado às finanças para tranquilizar eleitores de centro, empresariais e do meio rural.
Janja teria respondido a Abreu por mensagem privada que não reduzirá seu papel na campanha “por decisão do meu marido”, resposta que indica que Lula apoia a manutenção da visibilidade dela.
Vários operadores da campanha dizem que críticas a Janja foram mantidas em privado para não irritar Lula, mas o resultado do primeiro turno e a exposição midiática da disputa aumentaram a pressão por mudanças rápidas na comunicação.
O debate se soma a incidentes anteriores citados por críticos — incluindo a intervenção de Janja durante encontro de Lula com Xi Jinping em maio de 2025, declarações mais confrontadoras em comícios e um jingle com tom gospel — que aliados dizem ter, por vezes, desviado a atenção da mensagem da campanha.