Lula e Flávio Bolsonaro assinam autorizações mútuas para abrir sigilos bancário, fiscal e telefônico
Petição ao TSE entrega ao relator André Mendonça a decisão de requisitar e publicar dados de bancos, Receita e operadoras de telecomunicações
A troca começou quando Lula desafiou publicamente Flávio em um debate na TV e as duas campanhas negociaram termos recíprocos que resultaram numa autorização conjunta protocolada no TSE na quinta-feira.
A equipe de Lula apresentou autorizações assinadas cobrindo o presidente, sua família e alguns auxiliares, e o grupo de Flávio chegou inicialmente sem documentos; depois formalizou o acordo e assinou o instrumento mútuo no tribunal.
O alcance contestado incluía se empresas como Alcazar Holdings, vinculada a Willer Tomaz, seriam incluídas, e as campanhas discutiram condições que ampliaram as divulgações para parentes e empresas.
O acesso efetivo aos registros não é automático porque o ministro André Mendonça, como relator, deve determinar formalmente que bancos, a Receita Federal e as operadoras entreguem os dados nos formatos e prazos que essas instituições estabelecerem.
Mesmo com ambas as assinaturas, as etapas técnicas necessárias para obter, compilar e publicar o material geram dúvidas reais de que divulgações substantivas sejam concluídas antes do segundo turno de domingo. O episódio segue influenciando a comunicação das campanhas e as escolhas tardias dos eleitores.