Plano de presidenciáveis divide caminhos para frear explosão das apostas online
A disputa é entre foco em tratamento e proteção do consumidor ou em proibições de publicidade e endurecimento da fiscalização.
Em meados de agosto de 2026, várias candidaturas à Presidência apresentaram planos que propõem respostas bem diferentes ao rápido crescimento e aos danos das apostas online. O plano de Ronaldo Caiado é o mais rígido.
A proposta de Caiado prevê proibição total da publicidade de apostas em meios de comunicação de massa e redes sociais, enxerga o transtorno do jogo como problema de saúde pública a ser enfrentado com prevenção e tratamento, e busca ferramentas agressivas para bloquear plataformas ilegais e cortar seus fluxos financeiros.
O plano de Luiz Inácio Lula da Silva trata o tema como questão de saúde mental e proteção ao consumidor. Propõe monitoramento e limites aos gastos das plataformas, regras de crédito mais rígidas para evitar superendividamento e ampliação dos serviços de saúde mental pelo SUS e pelos CAPS.
Flávio Bolsonaro sugere proteger famílias de baixa renda proibindo o uso de recursos de programas sociais para apostas e usando a rede da Caixa Econômica Federal para oferecer orientação financeira. Essas medidas se apoiam em ações de julho de 2026 que já restringiram práticas de publicidade e bloquearam o acesso de 2,8 milhões de beneficiários de programas sociais.
As apostas online foram legalizadas em 2018 e cresceram ainda mais durante a Copa do Mundo de 2026, o que aumentou preocupações com lavagem de dinheiro, fraude, sonegação fiscal e riscos à integridade do esporte. Eleitores vão acompanhar se as campanhas vão além das novas regras federais de julho sobre publicidade e restrições de acesso.