Plano de 15 pontos da Vale e Accenture diz que mineração pode render R$1,3 tri entre 2026 e 2035

Propostas incluem acelerar licenças, ampliar mapeamento geológico e fortalecer cadeias de beneficiamento para aumentar produção e arrecadação.

Hoje, 06:27

Relatório da Vale e da Accenture, lançado nesta terça em Brasília, projeta que o setor de mineração poderia gerar R$1,3 trilhão em receita fiscal entre 2026 e 2035 e elevar o valor da produção mineral a R$535 bilhões em 2035.

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O estudo apresenta 15 iniciativas específicas agrupadas em quatro prioridades — licenciamento, cadeias de valor integradas, ambiente de negócios e valor social e ambiental compartilhado — com o objetivo de acelerar aprovações e atrair investimentos.

O presidente da Vale afirmou que a empresa tem capital para apoiar projetos “megas” de US$15–20 bilhões e propôs a criação de forças-tarefa interagências para reduzir prazos de licenciamento sem abrir mão dos controles ambientais.

A Vale afirmou que ainda não decidiu entrar na produção de terras-raras e alertou que a escala e a tecnologia de refino a montante continuam concentradas na China, limitação que influenciará escolhas comerciais e respostas de política pública.

O relatório destaca que o Brasil possui reservas de classe mundial em minerais como nióbio e terras-raras, mas que apenas cerca de 28% do território está mapeado geologicamente. O estudo diz que ampliar o mapeamento e modernizar energia e transportes poderia aumentar empregos e exportações, embora regras mais rígidas de segurança e ambientais, reforçadas após desastres em barragens, sigam afetando prazos de projetos.

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