Vale e Accenture apresentam plano em 15 pontos para destravar mineração e atrair mercados de energia limpa

Estudo defende licenciamento mais rápido, mapeamento geológico ampliado e fortalecimento de agências; estimativa prevê R$535 bilhões/ano em produção mineral até 2035 se medidas forem adotadas.

Hoje, 06:50

A Vale lançou publicamente o relatório e apresentou as 15 iniciativas em fórum em Brasília na terça‑feira, 18 de agosto. O estudo será entregue a candidatos à Presidência como proposta de política pública.

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O plano estima que a produção mineral anual do Brasil poderia chegar a R$535 bilhões em 2035 e que o setor geraria R$1,3 trilhão em receita tributária no período de 2026–2035 se as medidas forem implementadas.

As propostas principais incluem reforma do licenciamento, padronização das licenças ambientais, ampliação do mapeamento geológico (hoje com cerca de 28% de cobertura) e o fortalecimento de órgãos como a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Ibama e o Serviço Geológico do Brasil para acelerar aprovações de projetos.

A Vale afirma que não decidiu entrar no mercado de terras‑raras e aponta escala e tecnologia de refino — concentradas na China — como entraves que precisam ser resolvidos antes de grandes investimentos.

No curto prazo, o relatório destaca momento favorável para níquel e outros minerais críticos — incluindo recuperação de preços e ganhos de capacidade, como a ampliação Onça‑Puma da Vale —, mas ressalta que gargalos jurídicos, sociais e de infraestrutura permanecem e vão moldar empregos, impactos nas comunidades e cronogramas de investimento.

Resumo produzido a partir de 18 fontes em 3 veículos · Powered by Anchooor
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