Novo terá candidatura própria à presidência da Câmara
Movimento sinaliza divisão de centro-direita que pode levar a segundo turno e aumentar poder de negociação do Novo após as eleições
O Novo anunciou que irá lançar candidato próprio na terça-feira, 3 de novembro, com o deputado Marcel van Hattem publicando um vídeo confirmando a decisão e apresentando-a como alternativa ao sistema atual.
Em nota oficial, o partido disse que não apoiará o atual presidente Hugo Motta em hipótese alguma, rejeitando a tentativa de reeleição dele que conta com o apoio da federação Brasil da Esperança.
A bancada do Novo, de 10 deputados na próxima Câmara, escolherá o indicado formal entre deputados reeleitos e recém-eleitos, incluindo Luiz Lima, Gilson Marques e Adriana Ventura.
O Novo afirma que o objetivo é dividir o voto de viés de direita no primeiro turno para forçar um segundo turno, tática que poderia abrir espaço para negociações caso nenhum candidato vença em 1º de fevereiro de 2027.
O partido vinculou a estratégia na Câmara a movimentos institucionais mais amplos, apoiando Rogério Marinho para a vaga no Senado, pressionando por votação aberta nas eleições internas do Congresso e mantendo impugnações legais à chapa presidencial de Lula.