Lula garante quarto mandato; filho de Bolsonaro rejeita derrota e vai para os EUA
Vitória aprofunda tensão institucional no Brasil e levanta questões geopolíticas e para investidores sobre Amazônia e projeto de terras‑raras
Lula venceu o segundo turno em 25 de outubro por cerca de 51,8% a 48,2%, completando uma virada inédita após ficar atrás no primeiro turno e mobilizar grande comparecimento nas ruas e nas redes que mudou o resultado.
Flávio Bolsonaro recusou‑se a reconhecer a derrota, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, onde está com permissão temporária, e passou a se apresentar como líder da oposição exilada enquanto protocola desafios judiciais e alega fraude.
As horas finais da votação geraram polêmica quando um ministro do Supremo Tribunal Federal ordenou a extensão das votações por duas horas, medida descrita na cobertura como incomum e juridicamente contestada e que, segundo adversários, causou confusão nos locais de votação.
A mobilização de campanha por WhatsApp e outras redes digitais, liderada em parte pelo deputado André Janones, é apontada como responsável por organizar milhões de eleitores com 'missões' segmentadas que superaram o alcance algorítmico e impulsionaram o comparecimento a favor de Lula.
A cobertura difere fortemente: alguns veículos enquadram o resultado como uma rejeição da direita alinhada a Trump na América Latina, enquanto outros alertam que o desfecho expõe possível ativismo judicial, investigações em curso sobre aliados de Bolsonaro, um Congresso conservador que limitará Lula e novos investimentos dos EUA no setor de terras‑raras do Brasil.