Gilmar Mendes critica condução do TSE após segundo turno de 2026 e alerta que silêncios têm consequências
Ministro do STF afirmou que recentes episódios mostram que o sistema eleitoral não pode depender da resposta de agentes isolados.
O ministro Gilmar Mendes disse publicamente, em 2 de novembro, que quem dirige órgãos eleitorais deve atuar como árbitro equidistante e que “silêncios e hesitações não são neutros”, ao mesmo tempo em que elogiou o colegiado do TSE por, ao final, manter a disputa dentro das regras democráticas.
Uma intervenção separada no STF, do ministro Cristiano Zanin, em 25 de outubro, determinou a prorrogação da votação em todo o país até as 19h — medida tomada depois de pedidos de campanha não terem sido atendidos no TSE e posteriormente implementada onde se constatou que locais de votação permaneceram abertos.
A prorrogação tardia provocou confusão operacional porque muitas seções eleitorais já haviam encerrado o atendimento, mas apenas cerca de 34.700 votos foram registrados após o horário normal de fechamento, e esse pequeno número não alterou o resultado da eleição.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que eleitores “escolheram legitimamente” seus representantes e orientou que os cartórios eleitorais cumprissem a determinação do tribunal quando necessário, enquanto críticos tanto do campo de Lula quanto do de Bolsonaro mantiveram acusações intensas sobre a condução da votação.
O episódio ampliou o debate sobre o equilíbrio entre ordens judiciais e a autoridade do TSE, suscitando novo escrutínio da liderança eleitoral e pressionando as instituições brasileiras por regras mais claras ou reformas para evitar crises semelhantes em eleições futuras.