Cleitinho critica boicotes pós-eleição e pede que políticos abram mão de salário
Ministério Público do Trabalho acionou Meta para retirar publicações que incentivam expor, monitorar ou demitir trabalhadores por seu voto
Cleitinho Azevedo publicou um vídeo no domingo, 1º de novembro, criticando políticos que promovem boicotes de consumidores e pedindo publicamente que eles abram mão de salários e benefícios parlamentares pagos com recursos públicos.
O Ministério Público do Trabalho informou ter recebido 1.459 denúncias de assédio eleitoral e ajuizou uma ação civil pública pedindo à Meta a remoção de postagens que incentivam expor, monitorar ou demitir trabalhadores por conta de seu voto.
Cleitinho condenou um influenciador de Fortaleza que humilhou uma criança por fazer um gesto a favor de Lula e convocou colegas políticos a repudiar tais ações em vez de mirar comerciantes ou empregados.
A posição dele revela uma divisão à direita: figuras como o deputado Nikolas Ferreira defendem o direito de boicotar empresas, enquanto Cleitinho afirma que essas táticas penalizam trabalhadores comuns e pequenos comerciantes.
Os episódios mostram como listas e chamadas à ação nas redes sociais se converteram em pressão no mundo real sobre locais de trabalho e estabelecimentos, e podem obrigar plataformas e procuradores a estabelecer limites mais claros à retaliação política.