Bolsonaro tem pequena vantagem e disputa segundo turno marcado para 25 de outubro
Vitória de Bolsonaro pode dar ao agronegócio maior força no Congresso e enfraquecer fiscalização na Amazônia e direitos indígenas
Pesquisas divulgadas em 15 de outubro mostram o senador Flávio Bolsonaro com uma vantagem estreita sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixando o segundo turno de 25 de outubro altamente competitivo.
Bolsonaro recebeu apoios formais de vários partidos de centro‑direita e de direita e de grupos do agronegócio, que poderiam se traduzir em maiorias confortáveis em ambas as casas do Congresso se ele vencer a presidência.
Cientistas alertam que a eleição pode alterar as tendências de desmatamento porque mudanças nas políticas e na aplicação da lei aumentariam o risco de levar a Amazônia brasileira mais perto de um ponto de inflexão ecológico temido.
Lideranças indígenas afirmam que uma vitória de Bolsonaro reviveria invasões de terras, garimpo ilegal e retrocessos de direitos registrados sob Jair Bolsonaro, ameaçando a sobrevivência de comunidades e seus meios de vida.
Lula busca mobilizar eleitores que podem se abster e apoiadores de candidatos eliminados para reduzir a diferença, enquanto mercados e investidores observam as mudanças institucionais e de políticas que uma coligação bolsonarista poderia perseguir.