Renan Santos recusa apoio no segundo turno e diz que Flávio Bolsonaro representa risco maior
Decisão preserva autonomia da Missão e aponta preocupação com concentração de poder em um eventual governo Flávio Bolsonaro.
Renan Santos afirmou que não votará no segundo turno presidencial e recusou endossar tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto Flávio Bolsonaro, liberando seus eleitores para escolherem livremente.
Em entrevista e postagens nas redes sociais publicadas na quinta-feira, ele argumentou que o perigo de acúmulo de poder é maior com Flávio Bolsonaro do que com uma reeleição de Lula.
Renan enquadrou a decisão como uma forma de proteger a autonomia da Missão, rejeitando qualquer papel de partido satélite e dizendo que dará prioridade à construção de seu próprio projeto político.
Durante a campanha, ele criticou repetidamente ambos os candidatos do segundo turno, com um levantamento do Poder360 mostrando dezenas de postagens críticas nas redes sociais direcionadas a Flávio e a Lula.
A posição retira o apoio formal da Missão de ambas as candidaturas e pode influenciar a mensagem e a participação dos cerca de 2,7 milhões de eleitores que votaram em Renan no primeiro turno, ao mesmo tempo em que deixa em aberto a pressão de ambos os lados por alinhamentos de última hora.