Vereadora de São Paulo detém homem que teria oferecido propina por licitação de câmeras
Caso expõe dúvidas sobre se regras de compras da Prefeitura evitarão tentativas de compra de influência
Na terça‑feira, 25 de agosto, a vereadora Amanda Vettorazzo afirma que gravou um representante que teria oferecido propina em seu gabinete na Câmara Municipal, deu voz de prisão com apoio da Guarda Civil Metropolitana e apresentou o suspeito ao 1º Distrito Policial.
Vettorazzo diz que a abordagem ocorreu após uma apresentação técnica à Comissão de Segurança municipal e tinha o objetivo de influenciar a licitação de câmeras corporais para a Guarda Civil Metropolitana. A intenção também envolveria um contrato relacionado com a Prefeitura de São Paulo.
Há versões diferentes sobre as partes e os valores: o Valor cita o Oakmont Group e associa cerca de R$6 milhões à oferta, enquanto a Gazeta do Povo relata uma oferta imediata de R$200.000 e a promessa de uma comissão de 10% que poderia chegar a R$6 milhões; a empresa afirmou que vai apurar as alegações.
As autoridades estão registrando um boletim de ocorrência e o suspeito pode ser investigado por corrupção ativa, crime que prevê pena de prisão e multa segundo a legislação brasileira; até o momento não houve nota pública de defesa.
O episódio ganhou contorno político quando o candidato à Presidência Renan Santos afirmou publicamente que indicaria Vettorazzo para a Secretaria‑Geral, citando a ação dela como exemplo da pauta anticorrupção da campanha.