TSE se reúne com Meta por IA que tratou Lula e Flávio Bolsonaro de forma diferente

Autoridades eleitorais e uma deputada pedem preservação de logs e auditoria para verificar se a ferramenta ofereceu acesso desigual a campanhas

15 de outubro, 10:46

Testes independentes e relatos de usuários mostraram que a IA da Meta no WhatsApp aceitava pedidos para criar imagens de "Flávio 22" enquanto inicialmente recusava prompts semelhantes para "Lula 13"; o g1 confirmou a diferença e notou que o assistente passou a gerar uma imagem de Lula após tentativas repetidas.

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A deputada Luciene Cavalcante apresentou uma representação formal à Procuradoria-Geral Eleitoral na quinta-feira pedindo que os investigadores preservem registros técnicos, realizem testes independentes e auditem os algoritmos para checar possível favorecimento ou discriminação político-eleitoral.

O presidente do TSE, Nunes Marques, se reuniu com representantes da Meta em Brasília na quinta-feira para cobrar explicações sobre as respostas desiguais do assistente e os passos da plataforma para cumprir as regras eleitorais.

A Meta disse que proibiu temporariamente a geração de imagens de candidatos para cumprir normas eleitorais, ampliou bloqueios a prompts que usam o primeiro nome do candidato mais o número de urna e que, na noite de 14 de outubro, o assistente já impedia a criação de imagens para ambos os candidatos.

Como a IA da Meta está integrada ao WhatsApp, Instagram e Facebook e pode alcançar milhões de brasileiros, as autoridades afirmam que a preservação de logs e testes reproduzíveis são essenciais para determinar se o comportamento da ferramenta afetou a igualdade de condições de campanha e o acesso dos eleitores à informação.

Resumo produzido a partir de 3 fontes · Powered by Anchooor
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