TSE determina que deputado apague post que associou fala de Lula a crime contra crianças
Decisão exige remoção em 24 horas; corte eleitoral diz que vai atuar quando recorte de fala sugere conduta criminosa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou a resistência de homens a exames de próstata com a rotina de mulheres em exames ginecológicos durante ato de campanha em Belém na segunda‑feira, 28 de setembro.
Adversários se aproveitaram de um recorte curto e descontextualizado da declaração e passaram a acusar Lula de insinuar conduta sexual envolvendo menores, com o senador Flávio Bolsonaro condenando publicamente o comentário.
A campanha de Lula apresentou representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que a fala se referia a exames preventivos de saúde e foi deturpada por críticos.
A ministra do TSE Estela Aranha concluiu que a publicação do deputado Nikolas Ferreira transformou observação sobre saúde pública em associação com crimes contra crianças e determinou a remoção do post e de quaisquer repostagens semelhantes no prazo de 24 horas.
Orientações médicas citadas por repórteres apontam que o rastreamento do câncer do colo do útero é oferecido a pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual, e que exames invasivos em adolescentes dependem de indicação clínica e consentimento, enquanto sociedades médicas ainda não haviam divulgado posições públicas sobre a notificação do médico acerca da forma de expressão do presidente.