Três disputas ao Senado no Brasil seguem indefinidas
Pesquisas de fim de setembro com grande parcela de indecisos e diferença no fundão podem decidir os últimos dias de campanha.
Em São Paulo a disputa por duas vagas ao Senado está fragmentada: Marina Silva, Simone Tebet, Guilherme Derrite e André do Prado aparecem dentro da margem de erro nas pesquisas Quaest (29/9) e Datafolha (24/9).
Contas de campanha oficiais até 28/9 mostram, segundo os registros, disparidade nos recursos: Derrite declara o maior total de receitas e alta movimentação de gastos; Tebet registra os maiores gastos de campanha declarados; André do Prado teria sido quem recebeu mais dinheiro do fundão (cerca de R$7,0 milhões); e Marina Silva teria muito menos verba pública e dependeria de aproximadamente R$300.000 de financiamento coletivo, segundo relatos.
Ricardo Salles anunciou em 28/9 sua retirada e o apoio à chapa Derrite/Prado, manobra tática que, segundo analistas, pode deslocar fluxos de voto mesmo que seu nome ainda apareça em urnas e pesquisas até que o TSE altere sua situação.
No Distrito Federal e no Rio de Janeiro as lideranças também variam entre as pesquisas: no DF Michelle Bolsonaro aparece na frente enquanto Leila do Vôlei, Bia Kicis e Érika Kokay seguem em empate técnico; no Rio a Quaest mostra empate triplo entre Benedita da Silva, Carlos Portinho e Carlos Jordy, e o Datafolha dá a Benedita uma pequena vantagem.
A alta taxa de indecisos espontâneos e a persistência de votos em branco ou nulos significam que campanhas de última hora, apoios e ações para elevar a participação podem, segundo especialistas, modificar resultados. Além disso, o sistema em que cada eleitor vota em duas opções para as duas cadeiras por estado torna mais complexa a tradução das porcentagens de pesquisa em vencedores finais.