Falsa alegação sobre padroeira do Brasil agita eleição presidencial apertada
Post não verificado nas redes sociais levou a negativas de Flávio Bolsonaro, a defesa pública da padroeira por Lula e a decisões conflitantes no Supremo Tribunal Federal.
Na semana final antes da votação de 4 de outubro, uma alegação sem fundamento nas redes sociais de que o senador Flávio Bolsonaro defendia a retirada do status de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil espalhou‑se amplamente e continuou a circular apesar de negativas públicas.
Bolsonaro classificou a história como “fake news” e afirmou que respeita todas as religiões. O presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva prometeu publicamente proteger a padroeira, dizendo a apoiadores que ninguém a desrespeitaria.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil emitiu uma réplica ao boato, e a disputa provocou um vaivém no Supremo Tribunal Federal, com um ministro determinando a remoção do post e outros ministros revogando essa ordem.
Pesquisas acompanhadas durante a controvérsia, incluindo levantamento da Quaest, mostram uma ligeira alta no apoio a Lula no total e ganhos entre eleitores católicos e evangélicos — variações que podem ser decisivas em uma disputa extremamente acirrada.
O episódio remete a um projeto de lei arquivado de 2007 que chegou a propor a despromoção da padroeira, ressalta tensões crescentes entre católicos e evangélicos à medida que a influência política evangélica aumenta, e pode alterar a participação eleitoral ao transformar a religião em tema central na semana final de campanha.