STF e TSE mantêm remoções e vedam assessor presidencial de postagens às vésperas do primeiro turno

Ordens judiciais para tirar do ar alegações sobre Nossa Senhora Aparecida e apagar publicação que vinculava fala de Lula a crimes sexuais intensificam choque TSE–STF e podem afetar confiança dos eleitores.

Hoje, 18:56

A frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre mulheres 'aprenderem a lidar com toque desde cedo', dita em comício em Belém na segunda‑feira, 28 de setembro, foi ampliada e reformulada nas redes em alegações que ligavam a declaração a crimes sexuais e em outra falsa notícia que atribuía a Flávio Bolsonaro planos de retirar a patronagem de Nossa Senhora Aparecida.

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O TSE determinou a remoção de publicações que apresentavam como fato a versão sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora, e sua plenária virtual registrou até agora tendência de 3 a 1 a favor da manutenção da ordem de remoção do ministro André Mendonça.

A ministra Estela Aranha, do TSE, expediu ordem de remoção em 24 horas para um post de Nikolas Ferreira que descontextualizava a fala de Lula e proibiu que ele republicasse material semelhante, além de comunicar a plataforma para que tomasse providências.

O juiz do TRE‑DF Mário Panno proibiu o coordenador da Secom, George Marques, de publicar conteúdo político‑eleitoral, negou pedidos de sua prisão preventiva e encaminhou o caso à Polícia Federal para investigação e preservação dos registros da X.

A sequência de medidas gerou decisões conflitantes de juízes do STF — Flávio Dino suspendeu a ordem de Mendonça e Luiz Fux depois a restabeleceu — levando Edson Fachin a pedir que o TSE resolva a controvérsia e motivando reclamações da CNDH sobre possível uso abusivo da atuação judicial.

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