Tarcísio e Haddad elevam tom sobre finanças e segurança de São Paulo
Disputa testa quem define relato fiscal do estado antes de outubro; trocas envolvem dívida, caixa e confiança das polícias
Tarcísio afirmou nesta terça-feira, em evento oficial e entrevista, que Haddad não tem legitimidade para julgar o orçamento de São Paulo e declarou que o ex-ministro “quebrou o Brasil”.
Ele atribuiu ao período de Haddad no Ministério da Fazenda o aumento da razão dívida/PIB do país, a expansão do endividamento das famílias, um recorde de recuperações judiciais de empresas e a manutenção de taxas de juros reais entre as mais altas do mundo.
Haddad respondeu que o estado só evitou um aperto fiscal mais profundo graças à ajuda do presidente Lula e a operações como a venda de ativos, citando a Sabesp, e afirmou que o saldo de caixa anunciado encolhe para cerca de R$5,4 bilhões depois de descontadas obrigações.
O ex-ministro também disse que Tarcísio perdeu a confiança da Polícia Civil e que o ex-secretário de Segurança Guilherme Derrite atrapalhou promoções na Polícia Militar, prejudicando a moral e estagnando carreiras nas corporações.
O confronto tem influência na disputa pelo governo de São Paulo em outubro. No cenário estão a aprovação pela Assembleia de um empréstimo de R$15 bilhões e uma pesquisa do fim de abril que mostrou Tarcísio à frente, elementos usados por ambos para sustentar suas versões sobre gestão e resultados.