Fachin suspende ordens conflitantes e mantém chefe da Polícia Federal no cargo

Ministro do STF suspendeu decisões monocráticas rivais, deixou Andrei Rodrigues na direção da PF até receber explicações por escrito e levou o caso ao plenário em 15 de setembro.

Hoje, 16:43

A crise começou quando o ministro André Mendonça expediu uma decisão monocrática que afastou o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o chefe de inteligência, Leandro Almada, citando ao menos seis relatórios de inteligência produzidos em agosto.

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O ministro Flávio Dino reagiu concedendo liminar que determinou a reintegração imediata de Rodrigues e Almada para evitar ‘dano irreparável’ às investigações sob sua relatoria, criando dois comandos judiciais contraditórios.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, então interveio: suspendeu as decisões de Mendonça e de Dino, centralizou o caso em sua presidência e deu 48 horas a Rodrigues e 72 horas a Mendonça para apresentarem explicações formais por escrito.

Fachin retirou a relatoria do inquérito das fake news de Alexandre de Moraes, preservou os atos anteriores de Moraes e marcou sessão plenária para 15 de setembro para decidir questões de competência e de mérito sobre os relatórios de inteligência.

A sequência expôs um profundo conflito processual sobre o uso de decisões monocráticas em oposição à autoridade do plenário, prejudicou operações da Polícia Federal e provocou escrutínio político, porque os inquéritos subjacentes atingem alvos de alto perfil ligados ao entorno do presidente Lula.

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