Lula pede a Trump que não se intrometa nas eleições e alerta para risco de 'falcatrua' eleitoral
Ao questionar a Justiça Eleitoral, presidente eleva tensão institucional e pode provocar desgastes diplomáticos com os EUA a um mês da eleição de 2026.
Durante ato de campanha em Teresina na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que não interfira nas eleições brasileiras e afirmou que qualquer intromissão externa será "derrotada".
Lula acusou publicamente a possibilidade de "falcatrua" ou fraude eleitoral sem nomear o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentou a votação de 2026 como um teste para saber se o Brasil continuará sendo uma democracia.
No mesmo evento, anunciou seus candidatos ao Senado preferidos em Piauí, Marcelo Castro e Júlio César, criticou adversários alinhados a Jair Bolsonaro e rejeitou o que chamou de aliados desleais.
O discurso mistura apelos nacionalistas por investimentos em tecnologia e educação com retórica confrontadora. Isso aprofunda a desconfiança em órgãos judiciais e sinaliza manutenção de atritos nas relações entre Brasil e Estados Unidos, apesar de contatos diplomáticos recentes.
As declarações podem aumentar a tensão institucional no país ao minar a confiança nas cortes eleitorais e atrair maior atenção diplomática de Washington, enquanto as campanhas se intensificam nas próximas semanas.