Sonda detecta HCl repetidamente sobre fendas em Alba Mons, sinalizando possível vazamento magmático

Medições atmosféricas e imagens apontam que Marte ainda teria calor interno suficiente para liberar gases magmáticos e manter zonas hidrotermais subterrâneas

Hoje, 16:31

A equipe do Trace Gas Orbiter (TGO), da missão ExoMars, publicou na quarta-feira na revista Science Advances resultados que mostram picos repetidos no início do segundo semestre marciano de cloreto de hidrogênio (HCl) sobre fendas na encosta norte de Alba Mons.

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O espectrômetro Atmospheric Chemistry Suite do TGO foi o primeiro a medir o HCl; depois, a câmera CaSSIS registrou fendas estreitas e recentes, com dezenas a centenas de metros de extensão, nas mesmas áreas, ligando o gás a aberturas específicas na superfície.

Os pesquisadores interpretam esses pulsos sazonais de HCl como degaseificação magmática que fica aprisionada pelo gelo do inverno e é liberada quando o degelo abre as fendas. Não foram observados fluxos de lava nem erupções.

Se o HCl vier realmente de magma que contém cloro subindo pela crosta, isso indicaria que Marte ainda conserva calor interno suficiente para sustentar sistemas hidrotermais localizados, capazes de criar nichos subterrâneos mais quentes e protegidos que, em teoria, poderiam abrigar micróbios.

A descoberta acrescenta uma evidência atmosférica a indícios anteriores de atividade recente, como marquakes e depósitos vulcânicos jovens. Os autores ressaltam que são necessárias observações orbitais adicionais e dados in situ para confirmar vulcanismo ativo e mapear as condições abaixo da superfície.

Resumo produzido a partir de 6 fontes · Powered by Anchooor
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