Democratas assumem o Congresso e ganham poder para pressionar Trump sobre altas da energia
Controle das duas casas dá a eles comando para convocar autoridades, alterar gastos e buscar mudanças em licenças e transmissão que podem reduzir preços de combustível e eletricidade.
Os eleitores mudaram o cenário na terça-feira, quando os democratas conquistaram o controle da Câmara e do Senado. A nova maioria dá aos líderes do partido poder ampliado para promover audiências, emitir intimações (subpoenas) e direcionar verbas de agências que regulam a política energética dos Estados Unidos.
Parlamentares afirmam que vão usar essa supervisão para investigar acordos e regras do governo Trump e pressionar a Casa Branca sobre tarifas e políticas de combustíveis que analistas associam aos recentes aumentos nos preços da gasolina e do diesel.
Reformas no licenciamento (permitting) e na transmissão da rede elétrica surgem como o caminho bipartidário mais viável para reduzir custos de energia. Um projeto de lei bipartidário preliminar, o Bipartisan American Affordability and Jobs Act, propõe prazos rígidos sob a NEPA (National Environmental Policy Act), uma janela de 150 dias para recursos judiciais e avaliações mais rápidas sob a Clean Water Act.
Resultados locais e estaduais também indicam limites mais rígidos à expansão de data centers: dezenas de plebiscitos restringiram construções, e os democratas conquistaram reguladores importantes, como a Georgia Public Service Commission e uma vaga democrata na Texas Railroad Commission.
Divisões internas entre democratas sobre licenciamento — entre sindicatos pró-emprego e ambientalistas progressistas — além de um presidente republicano com poder de veto, sugerem que o Congresso deve combinar investigações, vitórias pontuais de fiscalização e ajustes graduais na rede elétrica, em vez de aprovar grandes leis federais sobre clima.