Senado aprova fim da escala 6x1 por 75 votos a 1

Proposta reduz jornada máxima legal de 44 para 40 horas e garante dois dias de folga a trabalhadores com carteira assinada; mudança pode reforçar discurso pró‑trabalhador de Lula e forçar Flávio Bolsonaro a ajustar campanha

15 de outubro, 23:04

O Senado aprovou a emenda constitucional por 75 votos a 1 na quinta‑feira, 15 de outubro de 2026, encerrando formalmente a escala 6x1 e reduzindo o teto legal da jornada semanal de 44 para 40 horas para trabalhadores com contrato de trabalho regido pela CLT.

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O senador Flávio Bolsonaro reverteu meses de críticas, registrou presença em votação de forma remota enquanto fazia campanha em Porto Alegre e votou a favor — movimento que sua campanha agora minimiza ao pivotar para propostas como um “Ministério da Prosperidade”.

O presidente Lula saudou a votação como uma vitória para os trabalhadores, e a campanha já incorporou a PEC à comunicação de fim de campanha, ao mesmo tempo em que lança medidas voltadas a microempreendedores para ampliar o apelo de sua agenda trabalhista.

A mudança atinge apenas empregados sob a CLT, prevê prazos de implementação escalonados para que os empregadores reduzam primeiro para 42 horas e depois para 40, e deixa de fora muitos MEIs e trabalhadores informais — pontos que receberam elogios de sindicatos e preocupação de grupos empresariais.

As pesquisas continuam apertadas, com Quaest indicando 46% para Flávio e 44% para Lula; o TSE tem decidido ativamente sobre conteúdos de campanha de alto perfil que limitam o que cada lado pode divulgar, e dois debates televisivos estão programados para influenciar a escolha final dos eleitores.

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