Lula e Flávio formalizam autorizações recíprocas de sigilo no TSE
Petição conjunta pede que relator André Mendonça requisit e banqueiros, Receita e operadoras façam entrega dos dados para divulgação, mas etapas legais tornam pouco provável que tudo esteja disponível antes do segundo turno em 25 de outubro.
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro protocolaram nesta quinta-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição conjunta informando que aceitaram termos recíprocos para abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico. O pedido requer que o relator André Mendonça requisit e os registros ao Banco Central, à Receita Federal e às instituições financeiras.
A equipe de Lula entregou autorizações assinadas no TSE para ele próprio, alguns parentes e assessores. Os representantes de Flávio inicialmente atrasaram a entrega dos documentos e disseram que os apresentariam após confirmar as submissões de Lula.
A petição pede especificamente que Mendonça requisit e os dados e que os resultados sejam tornados públicos, por exemplo via DivulgaCandContas, mas cada etapa — requisição, entrega institucional, análise técnica e decisões judiciais sobre publicação — exige atos separados e tempo.
Um item disputado, chamado Alcazar Holdings, tornou‑se ponto central depois que documentos ligados a diligências policiais sugeriram que Flávio teria um papel operacional em uma conta vinculada à empresa registrada na Madeira, acusação que ele e seus associados negam e que as campanhas disputaram sobre incluir nas autorizações.
O duelo ocorre com pesquisas indicando uma disputa folgada e mercados cautelosos; levantamentos recentes colocam Flávio numericamente à frente por margem estreita, e analistas avisam que a participação ou revelações de última hora ainda podem mudar o resultado do segundo turno em 25 de outubro.