Lula e Flávio protocolam petição conjunta para liberar sigilos bancário, fiscal e telefônico no TSE
Pedido coloca o relator André Mendonça na posição de requisitar documentos a órgãos federais e decidir sobre eventual divulgação antes do segundo turno de 25 de outubro.
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro protocolaram uma petição conjunta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, 22 de outubro, informando que aceitaram autorizações recíprocas para levantamento dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de candidatos e de pessoas relacionadas.
A contraproposta anterior de Flávio ampliava o escopo para 20 anos, incluía familiares e empresas e acrescentava várias condições, e a equipe de Lula quis incluir entidades terceiras, como a Alcazar Holdings, o que virou ponto central de divergência.
No pedido conjunto, os advogados solicitam que o relator André Mendonça requeira documentos a órgãos como o Banco Central, a Receita Federal e a instituições financeiras, mas assinam que as autorizações dos candidatos não implicam, por si só, em divulgação pública: as agências só podem fornecer informações mediante ordem judicial.
A disputa ocorre em um segundo turno apertado — pesquisa Quaest mostrou Flávio com 45% e Lula com 44% — e alimentou táticas de última hora, incluindo a aproximação de Lula com eleitores evangélicos e incidentes locais de fiscalização por cartazes anti‑Flávio.
O mercado manteve cautela após alta do preço do petróleo, e investidores aguardavam novas pesquisas; o cronograma do TSE para eventual liberação e a conferência cruzada de documentos pelas campanhas podem influenciar a percepção dos eleitores antes da votação de domingo.