Lula e Flávio Bolsonaro protocolam pedido conjunto para abrir sigilos bancário, fiscal e telefônico no TSE
Campanhas pediram ao Tribunal Superior Eleitoral que requisite e publique registros dos candidatos antes do segundo turno de 25 de outubro; ministro André Mendonça decidirá escopo e prazo.
O pedido recíproco foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral na quinta-feira e diz que ambas as campanhas aceitaram termos para autorizar a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de candidatos, parentes próximos e empresas vinculadas.
As duas partes chegaram ao protocolo após troca de propostas rivais — a equipe de Lula propôs divulgação de oito anos, e a lista de Flávio buscou 20 anos, além de registros de empresas e condições adicionais — e apresentaram esses documentos concorrentes ao tribunal.
Uma disputa central sem solução envolve a inclusão de material ligado à Alcazar Holdings e ao Banco Master, que o PT pressionou para incluir e o PL tentou excluir, deixando a cargo do ministro André Mendonça decidir se as autoridades devem produzir esses registros.
Pesquisas recentes, que mostram eleição muito apertada, afiaram os mercados e intensificaram as movimentações das campanhas; episódios separados, como detenções em Patos de Minas por cartazes contra Flávio e reportagens sobre a defesa jurídica de Flávio a policiais, continuaram a moldar a percepção dos eleitores.
Mesmo que o TSE determine requisições a órgãos como o Banco Central e a Receita Federal, medidas práticas desses órgãos e dos bancos vão definir se quaisquer registros estarão disponíveis ao público antes da votação de 25 de outubro.