Relatório da Casa Branca diz que Brasil não enfrentou PCC e CV
Avaliação dos EUA abre possibilidade de restrições financeiras ligadas a designações de terrorismo e aumenta pressão sobre governo para agir
A Casa Branca enviou ao Congresso na quarta‑feira um relatório anual sobre narcóticos e segurança que afirma que o Brasil não confrontou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
A administração do presidente Trump designou o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras, um passo que permite às autoridades dos EUA congelar bens, bloquear contas, restringir acesso ao sistema bancário americano e buscar sanções contra pessoas e entidades vinculadas.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil rejeitou formalmente a alegação do relatório, citando leis e programas recentes, como a Lei Antifacção e o Plano Brasil Contra o Crime Organizado, e afirmando que uma proposta detalhada de cooperação enviada pelo presidente Lula não recebeu resposta dos EUA.
Políticos da oposição no Brasil aproveitaram a crítica dos EUA para exigir medidas internas mais duras, incluindo usar leis antiterrorismo e construir presídios de alta segurança para frear o poder das facções.
O relatório enquadra a disputa em uma narrativa política regional mais ampla que elogia governos aliados, e pode afetar a cooperação bilateral e a exposição financeira de redes criminosas caso os EUA persigam sanções ou medidas secundárias.