Lula centraliza no Planalto decisões sobre minerais críticos

Lei cria conselho presidencial e prevê até R$7 bilhões em incentivos para incentivar beneficiamento no país

Ontem, 21:13

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, e o governo instalou o novo conselho em cerimônia no Planalto.

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O Conselho de Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) ficará vinculado diretamente à Presidência e deverá revisar e homologar transferências de controle societário, compartilhamento de dados geológicos e contratos internacionais envolvendo minerais listados como críticos.

A lei autoriza até R$5 bilhões em créditos tributários distribuídos ao longo de cinco anos e até R$2 bilhões para um fundo garantidor federal destinado a ajudar no financiamento de projetos que acresçam capacidade de processamento, refino ou manufatura no Brasil.

A equipe do Executivo sinalizou que vetará uma disposição que incluiria projetos de minerais críticos no regime de suspensão tributária do REIDI, deixando detalhes como a lista oficial de minerais críticos e as regras de seleção do conselho para serem definidos por decreto e regulamento do conselho.

Setores da indústria pedem que operações rotineiras fiquem isentas e buscam instrumentos de financiamento para projetos de longuíssimo prazo, enquanto comentaristas apontam para negócios recentes com apoio estatal, em Serra Verde, como o motor geopolítico que leva o Brasil a reter mais valor agregado e a tentar gerar emprego e cadeias locais de suprimentos.

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