Racha no STF se aprofunda após mensagens policiais ligarem ministro a banqueiro e aumentarem tensão eleitoral
Clima público levou presidente do STF, Edson Fachin, a cobrar explicações por escrito de ministros em prazo curto, em movimento que pode influenciar eleitores antes de outubro.
Um relatório da Polícia Federal divulgado pelo ministro André Mendonça mostrou mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Moraes respondeu com um parecer separado da PF em que acusa Mendonça de tratamento irregular, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu aos dois ministros um prazo curto de cinco dias para apresentarem explicações por escrito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o desfile oficial de 7 de Setembro em Brasília para projetar unidade e soberania; Fachin compareceu ao evento, e Alexandre de Moraes não, reforçando a tentativa do governo de mostrar calma institucional.
Líderes da oposição promoveram grandes manifestações na Avenida Paulista na segunda‑feira direcionadas a Moraes, transformando a disputa no STF em ponto de mobilização para campanhas de direita, com discursos de Flávio Bolsonaro.
Tensões entre a Polícia Federal e a Advocacia‑Geral da União vieram a público durante os atos do Dia da Independência, com relatos divergentes sobre se o diretor da PF, Andrei Rodrigues, e o advogado‑geral da União, Jorge Messias, chegaram a se cumprimentar; as duas instituições também disputaram escolhas processuais relacionadas aos inquéritos Master/INSS.
A crise já tem impacto no ambiente de campanha: candidatos aproveitaram o 7 de Setembro para endurecer mensagens, Augusto Cury admitiu omissões na declaração de bens e disse que as corrigirá, e veículos internacionais enquadraram o dia como nova evidência da profunda polarização que pode influenciar eleitores antes do primeiro turno.