Presidente do TSE determina reativação imediata do canal 'Exército do Lula' no WhatsApp
Decisão suspende quarentena de 48 horas e levanta questões sobre fiscalização de grandes canais de apoiadores na campanha do segundo turno.
O ministro Kassio Nunes Marques determinou a restauração integral do canal 'Exército do Lula' no WhatsApp na noite de quarta‑feira, 14 de outubro, e dispensou a quarentena de 48 horas que havia sido imposta, instruindo a Meta/WhatsApp a reabrir publicações e acesso de seguidores.
O canal, administrado pelo deputado André Janones, tem cerca de 4,3–4,4 milhões de inscritos e foi reativado depois que a campanha de Lula o registrou formalmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A reativação ocorre após uma sequência de decisões conflitantes no TSE: Nunes Marques havia suspendido o canal em 11 de outubro; o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva anulou essa suspensão horas depois; em seguida Nunes Marques condicionou o retorno ao registro; e, por fim, autorizou a reativação imediata.
O episódio gerou reações institucionais e ações judiciais, incluindo um pedido da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia que alega suspeita de parcialidade, e um requerimento do deputado Rui Falcão ao Supremo Tribunal Federal (STF) para afastar Nunes Marques das funções no TSE.
A disputa evidencia uma lacuna regulatória sobre canais digitais mantidos por apoiadores no período curto de campanha do segundo turno: equipes técnicas do TSE não encontraram prova definitiva de todas as supostas informações falsas, enquanto análises da mídia apontaram retórica beligerante e taxas diferentes de conteúdo enganoso em canais partidários.