Planalto avança para restringir apostas online; Flamengo alerta para choque bilionário
Presidente do clube diz que medida executiva pode anular patrocínios, forçar cortes orçamentários e empurrar apostadores para plataformas clandestinas
O Executivo federal apresentou medidas para restringir apostas online licenciadas na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, justificando a iniciativa como esforço para reduzir danos pelo jogo e endividamento das famílias.
O Flamengo publicou nota oficial no mesmo dia e seu presidente, Luiz Eduardo Baptista (Bap), rechaçou publicamente a declaração do presidente Lula de que os clubes “devem aprender a viver sem renda de apostas”.
Bap estimou que o clube poderia perder entre R$400 milhões e R$430 milhões por ano caso as restrições entrem em vigor, e afirmou que dados da Sports Value apontam R$269 milhões em patrocínios de apostas ao Flamengo em 2025.
O clube alertou que muitos contratos de patrocínio incluem cláusulas de mudança regulatória que permitem cancelamento imediato sem indenização, gerando insegurança jurídica para acordos com jogadores como Lucas Paquetá e outros compromissos.
O Flamengo também argumentou que o fechamento do mercado legal pode empurrar apostadores frequentes para plataformas não regulamentadas, que o ecossistema do futebol ligado a apostas gira em torno de R$2,5 bilhões, e que qualquer mudança deve ser debatida no Congresso para evitar ruptura abrupta.