PF abre apuração após Richarlison publicar provas sobre disputa por imóvel em Ilha Comprida

Autoridades investigam se irregularidades administrativas ou judiciais explicam como posse de terreno da União mudou de mãos

Hoje, 10:38

Richarlison publicou nesta quarta processuais da Justiça e da SPU e comprovantes de pagamento para sustentar que investiu cerca de R$10 milhões em uma mansão na Ilha Comprida e para pedir a recuperação do bem ou uma investigação.

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A Polícia Federal iniciou trabalho técnico para incorporar a disputa a um inquérito em curso que apura supostas ligações entre o advogado Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro, após pedido público do presidente Lula por apuração.

Tomaz e empresas a ele vinculadas exibem decisões judiciais e registros da SPU que reconhecem a posse deles e afirmam que Richarlison pagou ocupantes e não o detentor legal; Tomaz também desafiou Richarlison a apresentar provas anteriores a julho de 2022 e pediu ordens judiciais para remover publicações do jogador.

O terreno em disputa pertence à União, de modo que o conflito gira em torno de direitos administrativos de posse e de ocupação geridos pela SPU, e não de propriedade privada, o que determina os remédios possíveis e quais autoridades devem ser alvo da investigação.

O caso ampliou o escrutínio político sobre procedimentos da SPU e manobras na Justiça, pode influenciar narrativas de campanha envolvendo Flávio Bolsonaro e deve levar a PF e ao Ministério Público a verificar a rapidez dos trâmites e das transferências judiciais.

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