Segundo turno pode decidir destino da queda recorde do desmatamento na Amazônia

Eleição vai determinar se políticas, fiscalização e regras de mercado que reduziram o desmate serão mantidas ou revertidas.

Hoje, 08:04

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informou que, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o desmatamento na Amazônia caiu para o nível mais baixo já registrado e a perda no Cerrado atingiu a menor marca desde o início do monitoramento, mostrando quedas acentuadas no desmate mapeado.

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Uma análise da Universidade de Cambridge de mapas de cobertura do solo por satélite conclui que os presidentes do Brasil desde 1990 provocaram grandes oscilações na perda de vegetação nativa e que o retorno de Lula está ligado a uma queda nítida no desmatamento da Amazônia em comparação com a administração Bolsonaro.

O estudo de Cambridge também mostra que a perda de habitat no Cerrado aumentou acentuadamente após 2023, com perdas anuais cerca de 50% maiores entre 2023 e 2025 do que sob Jair Bolsonaro, tendência atribuída à expansão agrícola e à mudança de regras de proteção.

Propostas da oposição de principais concorrentes, incluindo Flávio Bolsonaro, preveem afrouxamento da fiscalização, suspensão de demarcações de terras indígenas e relaxamento das regras de uso da terra, o que pesquisadores e lideranças indígenas alertam que poderia incentivar atores ilegais e reverter ganhos recentes.

Cientistas afirmam que o resultado da eleição tem importância além da política: a continuação do desmate e o enfraquecimento de salvaguardas de mercado, como o boicote à soja (soy moratorium), poderiam empurrar a Amazônia para um perigoso ponto de inflexão ecológica e alterar ciclos de água e clima que afetam milhões de pessoas.

Resumo produzido a partir de 3 fontes · Powered by Anchooor
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