Petróleo perto de US$100 eleva temores de inflação global e mercados no Brasil sobem com disputa eleitoral apertada
Alta do óleo amplia expectativas de inflação, pressiona bancos centrais e redireciona investidores entre ativos de risco e refúgios; Ibovespa sobe e real se valoriza com fluxo estrangeiro diante de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O Brent negociava em torno de US$97–99 por barril na terça‑feira, depois de novos ataques no Golfo que renovaram temores sobre oferta e puxaram o preço para perto da marca de cerca de US$100, elevando expectativas de inflação atreladas ao petróleo.
O choque no preço do óleo reforçou apostas de que grandes bancos centrais vão adiar cortes de juros ou subir novamente, pressionando ações nos Estados Unidos e na Europa e levando investidores a refúgios, como o iene.
Pesquisas publicadas na terça‑feira mostraram Lula e Flávio Bolsonaro empatados ou dentro da margem de erro em cenários de segundo turno, o que provocou entrada de recursos estrangeiros que impulsionaram o Ibovespa acima de 187.000 pontos e fortaleceram o real para cerca de R$5,08.
Futuros de juros no Brasil caíram e a curva de juros se achatou à medida que o mercado precificou prêmio de risco soberano menor e expectativa de afrouxamento monetário mais cedo, enquanto ações da Petrobras e de outras companhias de energia tiveram desempenho superior com a alta do petróleo.
O cenário deixa os mercados atentos a eventos de política e dados de curto prazo — a decisão do BCE, as divulgações de PPI/CPI dos EUA e a reunião do Fed na próxima semana — em busca de sinais de que a pressão de preços induzida pelo petróleo poderá alterar o cronograma dos bancos centrais e as perspectivas de crescimento global.