Lula diz que resposta às enchentes no RS será padrão nacional e assina R$3,06 bilhões para resiliência
Presidente afirmou que modelo de recuperação do estado será usado em todo o Brasil e pressionou por liberação mais rápida de pacote de R$6,5 bilhões para drenagem.
Na sexta-feira, 11 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o Rio Grande do Sul e assinou contratos e transferências que somam R$3,06 bilhões, incluindo R$1,56 bilhão para três contratos de adaptação climática e R$1,5 bilhão enviado ao município de Canoas para obras de drenagem.
Lula afirmou que as ações federais tomadas após as enchentes de 2024 se tornarão o padrão nacional para a atuação em desastres municipais e cobrou publicamente a liberação mais rápida do pacote Novo PAC de R$6,5 bilhões vinculado a recursos do FIRECE para adaptação.
Autoridades federais e estaduais disseram que os atrasos decorreram de revisões técnicas, atualização de projetos e etapas de contratação e aprovação em órgãos como a Caixa Econômica Federal, e não apenas de falta de recursos.
Houve um momento de tensão entre Lula e o governador Eduardo Leite quando Leite comparou as obras no RS à longa transposição do Rio São Francisco; Lula interrompeu para rejeitar a comparação e enfatizar que o dinheiro não pode ser liberado sem os projetos concluídos.
As medidas ocorrem na esteira das enchentes de 2024, que deixaram 185 mortos e motivaram grandes programas federais de recuperação; ministros destacam bilhões já mobilizados para reparos e habitação, e afirmam que a velocidade da execução definirá quão rápido cidades terão drenagem, polders e estações de bombeamento concluídos.