Pacheco diz ao PT que não pretende disputar o governo de Minas
Aliados de Lula correm para garantir uma chapa competitiva em Minas depois de recusa do favorito.
O senador Rodrigo Pacheco disse ao presidente do PT, Edinho Silva, que não será candidato ao governo de Minas Gerais em reunião na terça-feira, durante a posse no TSE em Brasília, segundo relatos. Pacheco, porém, concordou em falar com o presidente Lula antes de dar uma palavra final.
Lideranças do PT continuam a pressionar para que ele seja o nome preferido de Lula, e Edinho afirmou que as conversas seguem abertas. Ele disse que vai consultar a direção do partido em Minas.
Com a resistência de Pacheco, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) passou a ser colocado como principal alternativa, e a dirigente petista Marília Campos pediu que o partido se una em torno de Kalil.
O PSD adversário decidiu apoiar o governador em exercício Mateus Simões, com o apoio do ex-governador Romeu Zema, o que redesenha o quadro na segunda maior unidade eleitoral do país.
Há sinais de que Pacheco avalia se afastar da vida pública: ele chegou a ser sondado para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) e também mencionou nomes do PSB, como Josué Gomes e Jarbas Soares, como possíveis substitutos.