Órgão de fiscalização do Pentágono recusa investigar limitação do Starlink na Ucrânia
Decisão deixa lacuna em supervisão sobre controle privado de comunicações de batalha; aliados buscam enlaces alternativos por satélite
Operadores ucranianos relataram que o Starlink e a versão militar Starshield foram limitados durante uma rajada de mísseis russa em meados de outubro, o que, segundo Kiev, retardou operações de interceptadores e drones e contribuiu para mortes.
A SpaceX e Elon Musk reconheceram publicamente que impuseram restrições de velocidade e acesso, primeiro sugerindo que o Starshield estava sob controle dos EUA e depois atribuindo as limitações a violações dos termos de serviço pela Ucrânia — alegação que autoridades ucranianas negam.
Um grupo bipartidário de senadores solicitou ao inspetor-geral do Pentágono que investigasse o caso, mas o órgão recusou e direcionou as perguntas à Força Aérea, afirmando que o Departamento está em melhor posição para responder.
Parlamentares e ministros aliados exigiram esclarecimentos; o então candidato presidencial Donald Trump ligou para Musk pedindo restabelecimento do serviço; e relatos conflitantes da Casa Branca e da SpaceX aprofundaram preocupações sobre quem autorizou as reduções.
O serviço completo do Starlink foi relatado como restaurado em 24 de outubro, mas o episódio acelerou iniciativas da Ucrânia e de parceiros para criar enlaces satelitais soberanos ou com múltiplos provedores, e enfraqueceu a confiança em depender de um único fornecedor comercial.