Micro Center exige documento e declaração de ‘não exportação’ para vendas da RTX 5090
Medida em lojas reflete orientação americana contra desvio e tenta tornar rastreável a saída de placas de alto desempenho.
Clientes que compram PCs prontos com placas NVIDIA RTX 5090 foram orientados a apresentar documento de identidade oficial e assinar uma declaração afirmando que o produto não sairá dos Estados Unidos, segundo relatos divulgados na sexta-feira.
A declaração reúne nome, contato, foto do documento e o usuário final declarado, e inclui uma cláusula explícita de “NO EXPORT” que permitiria ao varejista ligar o número de série de uma placa a um comprador.
O formulário do Micro Center segue de perto a orientação anti‑desvio de 2025 do Bureau of Industry and Security (agência do governo dos EUA que regula exportações), mas não parece ser um formulário federal obrigatório nem há uma política nacional confirmada pela rede.
Reportagens apontam que as checagens aumentam o custo e o risco para tentativas casuais de desvio, mas não impedem esquemas do mercado cinza já estabelecidos, como furtos, reenvio por terceiros no exterior ou desmontagem das placas para venda de componentes.
A iniciativa ocorre no contexto dos controles de exportação dos EUA sobre GPUs avançadas, vigentes desde 2022, das variantes 5090 D específicas da NVIDIA para a China, e da forte escassez que tem levado compradores a optar por PCs prontos e caros como alternativa para obter placas com capacidade para IA.